terça-feira, 8 de novembro de 2011

O BRASIL QUE CRESCE, APESAR DA CRISE

Em meio à crise internacional que abala o continente europeu, o Brasil parece estar nadando de braçada nas oportunidades de investimentos já garantidas para os próximos anos, principalmente em função dos eventos em fase de contagem regressiva como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Mas o momento apresenta certa “complexidade”, na avaliação feita por Luiz Pereira, diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, na última terça-feira, (8) durante abertura do II Colóquio Internacional franco-brasileiro, que o país vive um “excelente momento” de sua história econômica mais recente, acrescentando que o atual contexto da economia mundial marcado principalmente pela crise financeira que envolve a Grécia e outros países da Europa, exigirá ajustes a médio prazo, com uma certa dose de cautela.
Mesmo apresentando uma desaceleração econômica, o Brasil contará com grandes investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já assegurados em cerca de 95 operações em andamento para que o país receba algo em torno de US$ 6,5 bilhões, dos quais US$ 2,035 bilhões que já foram resgatados até setembro último.
Projetos de Habitação e desenvolvimento obterão 30% dos recursos disponíveis; água e saneamento também aparecem com 23%, transporte abocanha a fatia de 22% e turismo entra  com 15%.

“Além de recursos fornecidos por empréstimos e subvenções, na área de cooperação técnica estamos procurando ajudar o Brasil a deixar um legado social positivo da Copa e depois dos eventos olímpicos. Nós estamos trazendo as melhores práticas e idéias de lugares que já sediram grandes eventos”, disse o economista regional dos países do Cone Sul do BID, Eduardo Borensztein.

O momento de crise internacional, o BID irá direcionar seus investimentos de acordo com a situação financeira de cada país. A economia dos países menores são mais vulneráveis à falta de financiamento internacional, necessitando de mais acesso às facilidades de rápido desembolso.
O Brasil está em uma posição forte, graças à robusteza das finanças públicas e a um sistema financeiro sólido, bem como à credibilidade das suas políticas macroeconômicas. Um olhar brilhante das perspectivas econômicas, com o aumento dos rendimentos e de uma classe média em expensão”, comentou Borenztein.
Apesar deste cenário bastante positivo para a economia brasileira, montadoras foram as principais causadoras da queda de produção da indústria paulista no mês de setembro, que, desde 2009, não apresentavam um desempenho tão ruim, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
Comparando os resultados com o mesmo mês do ano anterior, a indústria apresentou um recuo de 3,9%, foi o primeiro resultado negativo em quatro meses.  São Paulo puxou grande parte dessa queda da indústria nacional especialmente pelas férias coletivas na indústria automobilística.

Dario Reis e Alexandre Fernandes
Direto da Redação 9

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