Em
meio à crise internacional que abala o continente europeu, o Brasil parece
estar nadando de braçada nas oportunidades de investimentos já garantidas para
os próximos anos, principalmente em função dos eventos em fase de contagem
regressiva como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Mas
o momento apresenta certa “complexidade”, na avaliação feita por Luiz Pereira,
diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, na última terça-feira, (8)
durante abertura do II Colóquio Internacional franco-brasileiro, que o país
vive um “excelente momento” de sua história econômica mais recente,
acrescentando que o atual contexto da economia mundial marcado principalmente
pela crise financeira que envolve a Grécia e outros países da Europa, exigirá
ajustes a médio prazo, com uma certa dose de cautela.
Mesmo
apresentando uma desaceleração econômica, o Brasil contará com grandes
investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), já assegurados
em cerca de 95 operações em andamento para que o país receba algo em torno de
US$ 6,5 bilhões, dos quais US$ 2,035 bilhões que já foram resgatados até
setembro último.
Projetos
de Habitação e desenvolvimento obterão 30% dos recursos disponíveis; água e
saneamento também aparecem com 23%, transporte abocanha a fatia de 22% e
turismo entra com 15%.
“Além
de recursos fornecidos por empréstimos e subvenções, na área de cooperação
técnica estamos procurando ajudar o Brasil a deixar um legado social positivo
da Copa e depois dos eventos olímpicos. Nós estamos trazendo as melhores
práticas e idéias de lugares que já sediram grandes eventos”, disse o
economista regional dos países do Cone Sul do BID, Eduardo Borensztein.
O
momento de crise internacional, o BID irá direcionar seus investimentos de
acordo com a situação financeira de cada país. A economia dos países menores
são mais vulneráveis à falta de financiamento internacional, necessitando de
mais acesso às facilidades de rápido desembolso.
O
Brasil está em uma posição forte, graças à robusteza das finanças públicas e a
um sistema financeiro sólido, bem como à credibilidade das suas políticas
macroeconômicas. Um olhar brilhante das perspectivas econômicas, com o aumento
dos rendimentos e de uma classe média em expensão”, comentou Borenztein.
Apesar
deste cenário bastante positivo para a economia brasileira, montadoras foram as
principais causadoras da queda de produção da indústria paulista no mês de
setembro, que, desde 2009, não apresentavam um desempenho tão ruim, segundo
dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Comparando
os resultados com o mesmo mês do ano anterior, a indústria apresentou um recuo
de 3,9%, foi o primeiro resultado negativo em quatro meses. São Paulo puxou grande parte dessa queda da
indústria nacional especialmente pelas férias coletivas na indústria
automobilística.
Dario Reis e Alexandre Fernandes
Direto da Redação 9


Nenhum comentário:
Postar um comentário